COMPULSÃO EM CÃES E GATOS

 

 

 

 

 
 
PODE PARECER ENGRAÇADO,DIVERTIDO VER UM CACHORRO CORRER ATRÁS DO PRÓPRIO RABO PORÉM ESTE HÁBITO PODE DENUNCIAR QUE SEU PET ESTÁ SOFRENDO DE "COMPORTAMENTO OBSESSIVO COMPULSIVO".
Outros comportamentos que podem ser observados em animais com Compulsão são:
 
MOTORES - Andar às voltas, perseguir a cauda, saltar no mesmo lugar, reflexo de perseguir luzes, agitação súbita
 

ORAIS - Mastigar patas, lamber (dermatoses), lamber o ar ou o nariz, chupar o flanco interior da coxa, arranhar, roer ou lamber objetos, comer papel, apanhar moscas inexistentes


AGRESSÃO - Agressão redirecionada ao próprio animal (por exemplo, rosnar à própria pata, atacar as patas traseiras, atacar a taça da comida, atacar objetos inanimados). Agressão imprevisível a pessoas

VOCALIZAÇÃO - Ladrar (miar) constante e cadente, uivar insistentemente

“HALUCINAÇÃO” - Evitar objetos inanimados, fixar e perseguir sombras, assustar-se constantemente com “nada”
 
 
 
ENTENDA A SÍNDROME DE LAMBEDURA EM ANIMAIS DOMÉSTICOS MUITO COMUM EM ANIMAIS COMPULSIVOS

Estresse, frustração e tédio podem levar os animais a compulsões.

A síndrome de lambedura, ou dermatite por lambedura, ou dermatite psicogênica, são lambeduras excessivas, provenientes de estresse, tédio, depressão, e pode acometer cães e gatos, causando feridas que são difíceis de tratar.

As causas do estresse e/ou depressão podem ser muitas:

-chegada de um outro animal,
-chegada do bebê,
-viagem ou morte do tutor,
-falta de exercício, ou pode não haver causa aparente.

Os animais, muitas vezes, ficam sozinhos por 9, 12 horas, à espera de seus tutores, recebendo cada vez menos atenção e carinho. Assim, os animais, para aliviar a tensão, acabam lambendo, compulsivamente, uma parte do corpo – geralmente as patas.

As bactérias da boca contaminam a lesão, e a infecção se instala.
O animal deve ser examinado por um médico veterinário, que prescreverá tratamento adequado.


E qual é a causa primária desse distúrbio de comportamento?


Quando o homem tirou animais da Natureza, e trouxe para seu convívio, tornando-os “animais de estimação”, alterou hábitos, fazendo com que deixassem de viver sua verdadeira biologia, como o convívio com outros indivíduos da mesma espécie, caçar para comer, atividades reprodutivas etc.
O contato com o ser humano contribui para que os animais sofram estados patológicos da mente, como angústia, pânico, estresse, depressão, tédio etc., que podem levar a esse tipo de automutilação.
Muitas vezes, os animais apresentam distúrbios e transtornos, sem um motivo aparente.

“Como todos os distúrbios comportamentais, as dermatites psicogênicas têm difícil tratamento e podem se tornar recorrentes.
Como a causa muitas vezes deve-se ao atual tipo de vida dos tutores, não existe uma forma de prevenir o distúrbio.

O que se aconselha são passeios constantes, deixar sempre disponíveis brinquedos para que os animais se distraiam quando estiverem sozinhos, e dar o máximo de atenção possível a eles.”

Além do tratamento do veterinário, o distúrbio obsessivo compulsivo pode ser eficientemente tratado com Florais de Bach, Acupuntura, Homeopatia e Aromaterapia.

Fonte: Blog Anjos de Bigode
 

 

 
 
GATOS COMPULSIVOS

 

 
Miar sem parar, andar em círculos, comer tecidos, se masturbar, se automutilar... Saiba como lidar com compulsões como essas e identificar as tendências compulsivas, para evitar que se desenvolvam
 
Meu gato é compulsivo?
 
O comportamento compulsivo nem sempre é fácil de ser detectado. Isso porque a compulsão pode se manifestar de diversas maneiras e em diferentes graus. Mas, de maneira geral, o comportamento compulsivo pode ser definido como repetitivo e sem função. É normal, por exemplo, um gato lamber as patas para se limpar. Mas ficar se lambendo mais do que o razoável já pode ser indício de compulsão.
 
Muitos comportamentos compulsivos nos dão a impressão de que o animal não se sacia - quanto mais faz, mais quer fazer. Normalmente, a compulsão se intensifica quando o animal está ansioso ou passa por uma situação estressante, como mudança de casa, realização de faxina ou a presença de pessoa ou animal estranho. 
 
 
Causa da compulsão
 
Alguns gatos e linhagens de gatos têm predisposição genética para a compulsão. Por isso, devemos evitar reproduzir gatos compulsivos ou que produzam descendentes compulsivos. 
 
Situações estressantes e até o próprio tédio podem facilitar o desenvolvimento de compulsões. Quanto menor o espaço disponível para o gato e a quantidade de atividades para ele praticar, maiores serão as chances de aparecerem compulsões.
 
Infelizmente, muitas compulsões desenvolvidas em situações estressantes não cessam quando o estresse diminui ou quando proporcionamos ao gato um ambiente maior ou mais atividades. Por isso, alguns pesquisadores consideram a compulsão uma cicatriz comportamental, resultante de uma fase em que o gato não estava bem psicologicamente.
 
Como evitar
 
Tratar a compulsão é trabalhoso e a cura, dificílima. O melhor é prevenir. Já que o estresse e a falta do que fazer são os principais causadores das compulsões, duas medidas estratégicas para evitá-las são socializar muito bem o gato e entretê-lo adequadamente.
A sociabilização do gato feita com animais, pessoas, barulhos, cheiros e ambientes o torna muito mais tranqüilo e preparado para mudanças que poderão ocorrer durante a vida. Já o enriquecimento ambiental faz com que o gato gaste a energia com atividades físicas e mentais, impedindo-o de se engajar em comportamentos repetitivos sem função. Para isso, crie diversos estímulos - espalhe brinquedos e esconda petiscos pela casa, por exemplo.
 
Tratamento
 
É bastante comum que, ao ser impedida uma compulsão, ela se transforme em outra compulsão. Por isso, não é aconselhável tentar bloquear compulsões que não nos incomodam demais e que não machucam o animal. Gatos impedidos de mastigar tecido, por exemplo, podem começar a arrancar os próprios pêlos.
As compulsões não perigosas para o gato podem servir de parâmetro para medir a eficácia de um tratamento feito por meio de controle do estresse e pelo aumento de atividades físicas e mentais. A compulsão “segura” pode até ser útil para ocupar o gato e evitar o desenvolvimento de compulsões mais perigosas.
O estresse é controlável evitando situações que incomodem ou assustem demais o gato ou que durem muito tempo. Se não houver maneira de evitar tais situações, procure acostumar o gato a elas, gradativamente. Em alguns casos, pode também ser recomendado o uso de medicamentos e feromônios.
Já as compulsões que provocam machucados no gato ou são perigosas para ele, como se automutilar e engolir objetos não comestíveis, precisam ser bloqueadas. Nesses casos, não devemos perder tempo - os comportamentos compulsivos vão ficando cada vez mais difíceis de ser tratados.
Podemos bloquear compulsões de diversas formas. Tanto impedindo fisicamente o gato de engajar-se nelas (por exemplo, com o uso de “abajur” ou colar elisabetano quando arranca o pêlo), quanto provocando um susto moderado ou um desconforto físico (um jato de ar no momento em que a compulsão se inicia). O problema desses tratamentos é que, normalmente, o gato fica ainda mais estressado, o que prejudica seu bem-estar e aumenta a chance de aparecer outra compulsão. Por isso, principalmente no caso dos gatos que ficam mais facilmente estressados, é comum recomendar terapia medicamentosa em conjunto com terapia comportamental
 

FONTE : Revista Cães & Cia, n. 353, outubro de 2008