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Displasia do Cotovelo

A displasia do cotovelo é a má formação da articulação úmerorádioulnar. É de origem hereditária, normalmente bilateral, que acomete cães, principalmente de raças grandes e gigantes, bem alimentadas e de crescimento rápido. Ela normalmente causa dor, levando à doença articular degenerativa (osteoartrose), portanto um processo crônico e progressivo. O desenvolvimento da osteoartrose está associado a algumas causas de caráter hereditário, que podem ocorrer isoladas ou em combinação. São cinco as lesões primárias que causam a osteoartrose secundária.

A incidência da displasia do cotovelo aumenta em animais portadores de displasia coxofemoral, já que para aliviar o peso sobre os membros posteriores, este recai sobre os membros anteriores, sobrecarregando as articulações do cotovelo.

Os sinais clínicos se manifestam entre os 4 e 8 meses de idade e se iniciam com claudicação de membro torácico, dor à palpação da região da articulação do cotovelo, dores na flexão e extensão da mesma articulação, aumento na região articular. Ainda pode-se observar crepitação e redução na amplitude de movimento.

 O diagnóstico é baseado nas observações radiográficas, porém nem sempre a causa base pode ser comprovada na imagem radiográfica.

 O tratamento recomendado geralmente é o cirúrgico. Em alguns casos a osteoartrose já está instalada o que piora o prognóstico.  Há numerosos tratamentos cirúrgicos descritos para cada caso, contudo sempre se recomenda a reabilitação pós cirúrgica para evitar a progressão da osteoatrose, ganhar massa muscular, aumentar a amplitude de movimento e manter a funcionalidade do membro.

Antes do desenvolvimento do protocolo fisioterápico é necessário ter conhecimento processo cirúrgico empregado, por isso é sempre importante o contato entre o veterinário clínico, cirúrgico e o fisioterapeuta.

A fisioterapia tem nesse caso os objetivos de reduzir o estresse articular, controlar a dor e a inflamação, fortalecer os músculos periarticulares, manter ou aumentar a amplitude de movimento e melhorar a qualidade da cartilagem. Deve-se ainda avaliar o membro contralateral e a coluna cervical, devido à sobrecarga causada pela redução do uso do membro.

Caso o animal seja obeso é aconselhado uma dieta e um programa de exercícios controlados com baixo impacto nas articulações (natação ou caminhadas com guia curta). Os exercícios também ajudarão no ganho de massa muscular. Caso o animal esteja com muita dor ou com fraqueza é utilizada a corrente FES para ajudar no fortalecimento muscular.

O laser terapêutico ajudará no controle da dor e da inflamação. Para dor a acupuntura é o tratamento mais indicado. Deve-se evitar atividade de grande impacto na articulação , pois pode agravar ainda mais o processo inflamatório.

São feitos alongamentos e mobilização articular para  manter ou aumentar a amplitude de movimento e melhorar a qualidade da cartilagem articular. Agentes condroprotetores são indicados para reduzir os danos nas articulações.

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