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Luxação de Patela

 

             A luxação média da patela é uma doença comum nas raças miniatura. Nela, a patela ou a rótula como é mais popularmente denominada, ocasionalmente se move para a face interna do membro, saindo do seu encaixe natural.

            A patologia pode ser de origem congênita, ou seja, o animal já nasce com o problema e pode transmitir a doença para os seus descendentes e também adquirida em decorrência de trauma.

O sintoma mais característico da luxação patelar é a claudicação em uma ou em ambas as patas traseiras. O grau de claudicação é determinado pela gravidade e tempo da afecção. Animais não tratados tendem a desenvolver artrite no joelho o que aumenta a sensação de dor e agrava a claudicação. A postura retraída e a dificuldade para andar ou saltar também são sintomas observados.

A reabilitação de animais com luxação de patela pode ser feita no pré e pós cirúrgico e também nos casos em que não se preconiza a cirurgia, como em grau I de luxação em que não há sintomas clínicos evidentes.

 

          Nos animais com grau I, deve-se estimular os passeios regulares, evitar o ganho de peso e saltos de lugares altos. Em pacientes que possuem luxação grau II, III ou IV e que por algum motivo não realizarão cirurgia preconiza-se um tratamento na tentativa de reduzir a dor e fortalecer a musculatura dos membros pélvicos.

      O tratamento no pós cirúrgico imediato pode ser feito com uso de gelo e mobilização passiva com intuito de evitar contraturas e perda da amplitude de movimento. Utiliza-se a eletroterapia para redução de dor e com isso facilitar a mobilização. Quando houver a redução da dor e do processo inflamatório é hora de encorajar o paciente a usar o membro por meio de caminhadas com guias, hidroesteira e exercícios de suporte de peso.

 

      Geralmente pacientes com grau I a III de luxação patelar têm uma recuperação mais rápida. Pacientes com luxação grau IV, muitas vezes necessitam sofrer osteotomias e com isso precisarão de um período de repouso para consolidação óssea. Nesta fase o fisioterapeuta poderá fazer uso do laser para auxiliar na cicatrização e da eletroterapia para evitar uma atrofia muscular demasiada bem como uma mobilização suave do membro. Após a consolidação óssea poderá se iniciar uma fisioterapia mais intensa.

 

 

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